Panorama do Agronegócio em Goiás

A região Centro-Oeste brasileira é conhecida por sua alta atividade envolvendo o agronegócio e a agropecuária. No estado de Goiás, estas duas áreas formam a principal força motora da economia, gerando milhares de empregos e ajudando no desenvolvimento estadual.

Segundo pesquisa feita pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, em 2017, o PIB de Goiás subiu três vezes mais que a média brasileira, no comparativo com o mesmo período de 2016:

Analisando estes dados é possível notar um aumento na produção goianense, que deriva, principalmente, da agropecuária, o seu carro chefe economicamente falando. Já o agronegócio fica em segundo lugar na geração de renda.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo IBGE, em 2016, Goiás ficou em 5º lugar na produção de milho do país, produzindo mais de 5 milhões de toneladas e ficando em 6º lugar no rendimento médio.

Já em relação à soja, Goiás ganha um pouco mais de destaque, sendo o 4º estado no ranking de quantidade produzida, perdendo apenas para o RS, PR e MT, e no rendimento médio, a produção de soja ficou em 6º lugar.

O milho e soja são duas culturas importantes para a economia brasileira e são essenciais para o agronegócio do país. Por mais que Goiás não lidere as listas de produção de grãos, ele está sempre entre os principais estados.

Além destas duas, Goiás ainda produz outras diversas culturas, tendo certo destaque em algumas delas, como segundo maior produtor de sorgo, de tomate e de cana-de-açúcar, e o quarto maior produtor de soja, segundo dados da PAM (IBGE, 2017). Acompanhe as culturas mais produzidas:

Além de ajudar no economia, o agronegócio e agropecuária auxiliam na criação de empregos formais para milhares de moradores do estado. Rio Verde é um município goiano que está em alta, pois conta com uma estrutura agroindustrial competente.

Por esse motivo, o município possui o terceiro maior Valor Adicionado Agropecuário do país, de acordo com dados do PIB Municipal de 2015.

Desta forma, Rio Verde tornou-se o maior empregador formal com relação à atividade de soja e à criação de gado em todo o estado de Goiás. Isto demonstra a importância da agropecuária para as cidades goianas.

Com um conjunto de modernizações no setor agropecuário, o agronegócio também saiu ganhando, pois esse processo gerou a expansão e incorporação de novas áreas, técnicas mais avançadas e o aporte de investimentos.

Isto demonstra a capacidade que Goiás tem de se manter entre os estados que mais produzem, apontando para um futuro econômico promissor, principalmente com a crise financeira ainda vivenciada no país.

Em 2017, o valor de crédito rural aplicado subiu para R$ 15,1 bilhões, totalizando 8,6% do crédito aplicado em todo Brasil. A atividade agrícola é a que mais utiliza este tipo de recurso, principalmente para custeio.

Além disso, 2017 foi encerrado com um saldo positivo de 25.370 vagas de trabalho formal foram abertas, de acordo com o Caged. Isto representa um aumento de 2,14% em comparação a 2016. Com isso, Goiás ficou na segunda posição do ranking nacional de geração de empregos com carteira assinada, perdendo apenas para Santa Catarina.

O estado de Goiás está em um onda de crescimento econômico. Mesmo que os resultados ainda não sejam visíveis e não afetem a população, a previsão é de que haja uma maior facilidade em sair da crise econômica e que garanta seu lugar de destaque entre os estados que mais produzem.