Panorama do Agronegócio na Bahia

A primeira coisa que vem à cabeça quando pensamos na Bahia são suas praias cheias de belezas naturais. Mas, há alguns anos, o agronegócio baiano também vem se destacando no cenário nacional. A agropecuária é uma das bases da economia do estado e só cresce a cada ano.

O principal pólo de produção agrícola do estado está localizado no lado oposto das belas praias e é conhecido como o Oeste Baiano. Neste post, vamos conhecer um pouco mais do agronegócio baiano e entender o seu papel no crescimento da economia brasileira.

4%

da produção agrícola do Brasil

é realizada na Bahia.

Além dos rendimentos do próprio agronegócio, o estado vem recebendo investimentos de diversos outros setores como comércio e serviços. Mas as lavouras ainda têm uma boa representatividade no PIB do estado. Entre as principais culturas produzidas na Bahia, estão:

A cada ano, a produção baiana é ampliada ainda mais, com melhores processos e uso de tecnologia, produzindo mais e, consequentemente, exportando mais. O setor movimenta a economia baiana e gera empregos aos moradores.

Da atividade econômica do estado, 24% é realizada pelo agronegócio. Do PIB total, US$ 76,2 bilhões, o agronegócio é responsável por gerar US$ 18,3 bilhões. Das exportações baianas, 37% pertencem ao agronegócio.

A Bahia tem um total de 29 milhões de hectares de áreas agricultáveis, assim distribuídas:

A região que mais se destaca e, atualmente, é a líder em produção de grãos no estado é a Região Oeste, que tornou-se, também, o pólo de grãos de todo o Nordeste. Vamos conhecer mais sobre ela abaixo.

 

O Oeste Baiano: pólo de crescimento agrícola

O Oeste Baiano é uma das regiões mais produtivas do país e teve o cultivo de soja, milho, arroz, café e algodão aumentado de forma significativa nos últimos anos. Ela compõe a região econômica brasileira conhecida como MATOPIBA, junto com os estados do Maranhão, Tocantins e Piauí.

É no Oeste Baiano que estão o maior produtor de algodão, o segundo maior produtor de feijão e o quarto maior produtor de soja do Brasil. Por ter uma agricultura variada, essa região se destaca em safras de grãos e fibras, além de produtos como café, mandioca, e frutas como banana, mamão, manga, maracujá e coco. A região recebe investimentos altos, principalmente no âmbito da fertilização do solo e em seu manejo adequado, o que resulta em uma grande melhora na qualidade das terras, tornando possível transformar o cerrado em uma região cultivável.

O Oeste é composto por áreas de vale e de cerrado, onde são desenvolvidos dois tipos de agricultura:

As três culturas com maior número de produção na região Oeste, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), são SOJA, em primeiro lugar, ALGODÃO, em segundo, e MILHO, em terceiro.

O agronegócio é o maior empregador do Oeste da Bahia, além de investir quantias grandes nos aspectos sociais do estado, com políticas que envolvem ações nas áreas da cultura, saúde e profissionalização. Além dos investimentos em pesquisa e técnicas de plantio sustentáveis, que têm o objetivo de tornar a produção baiana cada vez mais rentável e saudável para o meio ambiente. É por isso que o Oeste Baiano é uma das regiões agrícolas de produção de alta escala com a maior conservação de biodiversidade do planeta.

O Oeste da Bahia é um modelo de crescimento agrícola através do uso de tecnologia avançada e sustentável.

A Bahia é o 7º maior estado brasileiro produtor de Soja, segundo dados de 2016 do IBGE, mas sua produtividade média pode ser equiparada com a nacional. Esta é a principal cultura cultivada na região Oeste. Seu cultivo iniciou na década de 1980. Entre as principais cidades produtoras está Luís Eduardo Magalhães, responsável por cerca de 60% da produção do grão no estado, tornando-se um das cidades mais prósperas da Bahia. É lá que acontece uma das maiores feiras do setor, a Bahia Farm Show.

Em 2016, a Bahia produziu:

  • 3,2 milhões de toneladas de soja;
  • plantou mais de 1,5 milhões de hectares;
  • colheu pouco mais de 1,5 milhões de hectares;
  • e teve um rendimento médio de 2.120 kg/ha.

A Bahia é o 9º maior produtor de milho do Brasil:

Essa foi a produtividade em uma área plantada de cerca de 620 mil hectares, que representa 1,7% da área nacional e 3,1% da produção brasileira. Do total, 66% do milho produzido na Bahia fica na Região Oeste. O milho é utilizado como importante opção na rotação de culturas da região.

A cada safra, entidades baianas de pesquisa e empresas do setor privado desenvolvem em conjunto estudos que avaliam o desempenho dos diferentes híbridos comerciais, aspectos de adubação e controle de doenças. Os resultados são divulgados em publicações e fornecem dados importantes para o produtor manter a segurança da sua plantação de milho.

A Bahia é o 2º maior produtor de algodão do país, sendo o seu produto também reconhecido pela alta qualidade da fibra. A produção representa 30,1% da brasileira, em uma área igual a 28% do território nacional de plantio. O Oeste Baiano é responsável por 97% da produção de algodão do estado.

Diversos fatores levaram ao sucesso da cotonicultura no cerrado da Bahia, como o clima e o relevo, o elevado padrão tecnológico da produção e a organização do setor produtivo. A produção de algodão baiana é norteada pela gestão social e ambiental, protagonizando uma agricultura sustentável, que preza pela qualidade da fibra.

A partir disso, foi criado o selo de denominação de origem Pure Brazil Cotton, um esforço entre indústria têxtil e produtores rurais, levando o algodão baiano a uma das maiores redes do varejo norte-americano, vencendo a concorrência com o algodão egípcio.

As vantagens do agronegócio na Bahia*:

O que o futuro reserva para o agronegócio baiano:

Em um cenário de crescimento constante, as promessas são boas para a cadeia produtiva do agronegócio baiano. Segundo pesquisa realizada pela Aiba, pode-se esperar, nos próximos anos, uma ampliação da área cultivada e da produção de fibras e grãos; maiores índices de produtividade, por conta dos uso de novas tecnologias; maior integração da lavoura com a pecuária; uma produção 100% sustentável (por conta do Sequestro de Carbono).

Preocupação com a irrigação:

Os recursos hídricos são fatores que preocupam os produtores rurais da Bahia. Para tornar possível a prática da agricultura sustentável, irrigantes da Região Oeste adquirem suas própria estações agrometeorológicas automatizadas e de baixa manutenção, que garantem eficiência na irrigação através de dados climáticos. Em softwares, esses dados são cruzados com informações sobre o solo, a cultura e o manejo do plantio, e fornecem informações para estabelecer precisamente a lâmina de água, além do momento e do tempo adequado de irrigação, evitando o desperdício de água e energia.

Não há dúvidas de que a Bahia é um expoente dentre os demais estados no agronegócio brasileiro. Além de uma localização estratégica, tem recursos naturais e de energia diversificados, mão de obra criativa e adaptável, suporte tecnológico com universidades e centros de pesquisa, e um potencial cada vez maior de crescer, profissionalizar suas lavouras e proporcionar sustentabilidade ao produtor.